sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dia 5 - Weird



Cara, acho que eu só consigo escrever quando as coisas estão explodindo aqui dentro. Apesar de que ontem eu não escrevi muito mais por preguiça do que por não ter o que dizer. 

Estou cansando de ser repetitiva e dramática, mas eu juro que sempre que tento sair desse ciclo acabo caindo nesse mesmo looping. É um conflito direto entre razão e emoção e eu não consigo seguir nenhuma das duas por muito tempo. 

Até o tempo passa desproporcional: hora parece  que passaram-se semanas em um dia, hora parece que cada minuto dura 1 longa hora. 

Eu não vejo a hora de tudo isso passar, independente do caminho traçado, pra poder olhar pra trás e, se não rir, ter só uma leve sensação de desconforto que passe em 5 minutos. Ou algo do tipo... 

Hoje vou buscar minhas coisas. Hoje eu vou mesmo! É "quase" certo que não encontrarei com ele lá na casa. Eu queria muito que isso acontecesse. Mas não sei... Talvez nem importe. Preciso parar de correr contra o vento até que ele esteja a meu favor. Um dia. 

Aguenta, mulher! 24 dias e 25 noites. Só. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dia 4 - Just Breathe

E não é mesmo que o dia de hoje não foi tão pesado quanto os dias anteriores?

Mesmo o dia não tendo acabado ainda (e o pior sendo a parte da noite), hoje foi mais fácil (ou menos difícil). Acho que ter visto os amigos e me desligado um pouco dessa maré de azar acabou me fazendo bem.

Apesar disso, não estou com a menor vontade de escrever hoje. Só precisava registrar o dia de hoje.

Amanhã farei uma nova tentativa de ir buscar minhas coisas. Lá no fundo eu espero poder encontrar ele lá. Mas a gente nunca sabe...

E nessas, logo passarão 25 dias 26 noites.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dia 3 - Save Me


Eu não imaginava que isso poderia acontecer, mas hoje eu acordei pior do que nos outros dias. Acordei me sentindo um lixo. E agora percebo que talvez a dor maior será o processo de perdoar a mim mesma por toda essa merda em que tornei minha vida. Eu não aguento mais essa dor que eu mesma causei. Estou com a sensação de que vai ser impossível me perdoar enquanto ele não me perdoar, o problema é que eu não sei o que seria mais difícil e rápido de acontecer. Estou repetindo um mantra em minha mente, que diz: “Tudo vai dar certo no final”, mas meu corpo não consegue entender a mensagem.

Todos os filmes e seriados que já assisti, que falavam sobre amores e desamores, foram inúteis. Mas completamente inúteis. Quando as coisas acontecem na vida real nada do que foi visto tem sentido. Não existe manual de instruções e nunca existirá.


Eu só quero poder respirar de novo. Seja lá como isso vai acabar, eu só quero deixar de sentir essa angústia! Eu só quero acordar desse pesadelo em que fiquei presa. Mas a cada decisão tomada são mil dúvidas que me cercam. Eu já criei inúmeras teorias pra acabar com tudo isso: já condenei a ele, já condenei a mim, já senti raiva dele, já senti raiva de mim, já joguei a culpa no destino, em outras pessoas e ao sobrenatural, já quis aceitar a perda, a ausência, a derrota... Mas nada! Nada disso consegue diminuir a intensidade dos sentimentos ruins. Por uns 20 minutos, pensei em viajar, pra qualquer lugar que me distraísse disso tudo. E me senti melhor. Mas o alívio nunca dura. O que mais eu posso fazer? Será que tudo o que resta será essa culpa, essa angústia, por um erro que talvez eu nunca tenha a chance de corrigir? Será?


***  

Nos últimos dias, passei a acreditar naquilo que dizem sobre "é feliz aquele que ama o que faz". Este tem sido o único momento do dia em que, mesmo com este já conhecido nó na garganta, eu consigo me desviar de todos os pensamentos ruins e sorrir naturalmente. O trabalho tem me trazido a tranquilidade que as manhãs e as noites me arrancam. Penso, então, que devo aproveitar isso. Desenvolver meu lado profissional. Nem que eu vire aquelas solteironas que só vivem pro trabalho. Numa dessas ao menos consigo fazer uma grana boa, vai saber!  

Por alguns minutos parece até que a ferida já fechou. E até me motivo a superar de frente tudo isso. Até topei ir tomar umas cervejas com alguns amigos do trabalho. E sabe, até há uma pontinha de esperança no dia de amanhã ser menos dolorido do que os anteriores. Ainda preciso de um tempo isolada, mas talvez esteja me fazendo mal ficar nessa sozinha, o tempo todo. Descobri que tenho bons amigos na minha volta, e não preciso me distanciar deles, fugir, só porque estou ferida, afinal, eles só querem fazer eu me sentir melhor. Chego a sentir que estou sendo egoísta com eles que também tem seus próprios problemas e ainda se preocupam comigo. Quando penso em aceitar algum convite me sinto mal, parece que estou quebrando o luto e é desrespeitoso, mas não estou indo pegar ninguém ou enlouquecer por aí; só preciso distrair essa dor pra ver se ela esquece de voltar. 


 ***  

Antes do almoço eu escrevi uma carta pra mandar pra ele, através de um amigo. Escrevi frente e verso de uma folha, com o coração na mão. Depois pensei melhor e quis mudar minhas palavras; comecei a escrever outra que não pude terminar. Eu tinha planejado hoje de manhã, antes de sair de casa, ir lá na nossa "excasa pegar minhas coisas. Temi encontrar ele e não conseguir (de novo), porque é dia da folga dele. Provavelmente não irie. Também não entregarei a carta. Eu sei que preciso acabar logo com isso. Começar a me desprender pra ver se a vida anda, mas algo sempre me impede. Não sei se é falta de coragem. Não sei mesmo. Talvez seja. Mas enfim... vou ver o que acontece esta noite. Talvez o amanhã seja mais tranquilo. Talvez...

 Afinal, restam apenas mais 26 dias e 27 noites. 


terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia 2 – The Day That Never Comes



Ontem à noite eu conversei com alguém por quem chorei há algum tempo atrás. Foi, também , alguém que me deu muitas alegrias – e muitas noites de bebedeira. E isso, provavelmente, faria qualquer um dizer: “Viu só? Tu ficaste bem uma vez, ficará de novo!” Talvez isso seja verdade. Aliás, com certeza ficarei bem. Sei que, por mais que às vezes fique difícil até de respirar, os dias vão passar e tudo irá se encaminharem ao seu devido lugar. O problema não é não saber disso - porque eu sei -, o problema é não querer que um sentimento tão intenso se apague no ar.

Ontem, quando conversei com esta pessoa, reascendi a chama de quem acredita que o amor pode superar tudo. Pode superar o tempo, as decepções, as mágoas, as incertezas... E nisso, voltei à estaca zero!? Sei lá... Não sei de mais nada. É como se houvessem duas pessoas vivendo dentro de mim, e elas simplesmente não conseguem chegar a um comum acordo; enquanto uma delas diz que eu não devo desistir tão fácil, que isso é só um teste pra ver o quanto esse sentimento aguenta, a outra grita: “CHEGA! É preciso saber a hora de dizer adeus!” E eu só queria poder saber qual será o resultado desta guerra que a cada dia me apresenta um vencedor.

 Eu já não sei se tomei a decisão certa, me afastando. E só passou um dia e uma noite... E as dúvidas estão me atacam feito um furacão. Tenho medo de que minha ausência dê liberdade pra ele querer se envolver em outros relacionamentos, assim me esquecendo. Ao mesmo tempo, essa pausa pode servir pra diminuir a mágoa/raiva que ele está sentindo de mim. E se ele sentir minha falta irá dar um jeito de vencer o orgulho e me procurar. Talvez seja o que eu mais quero. Talvez, talvez, talvez. Até quando?


***


Eu li uma coluna do blog do Casal Sem-vergonha que falava sobre finais de relacionamento. Dizia que esse momento é encarado da mesma forma que encaramos o luto. E passamos por 5 fases: Negação, raiva, depressão, aceitação e motivação. O texto faz questão de salientar que cada um encara essas fases de uma forma, não necessariamente nesta ordem e não no mesmo tempo. Eu consegui identificar meus sentimentos em todas essas fases. Será que isso é normal? Porque o que acontece comigo é que sinto tudo em questão de horas. Quer dizer, na maioria do tempo eu custo a acreditar que duas pessoas que se amam conseguem deixar tudo acabar sem tentar. Aí tenho raiva porque eu quero provar pra ele que posso ser tudo o que ele precisa; que aprendi com meus erros e tal... Só que não consigo odiá-lo nem por 1 minuto. É quando começo a ter raiva de mim, por ter estragado tudo. Aí eu deprimo pra caralho porque não sei o que fazer pra resgatar todos os nossos sentimentos bons. Nesse momento, em que me perco, começo a aceitar a ideia de não ter mais volta; de não ter mais chance de mostrar o quanto amo ele. Até me motivo a seguir em frente e deixar ele ser feliz. Aí é quando eu penso que se for amor verdadeiro vai ser mais forte que esse tempo e sei lá mais o que. Aí recomeça o ciclo... E assim eu tenho passado esses dias. Não só esses dois dias e duas noites, porque já estou nessa bad faz quase duas semanas. E agora eu me pergunto: Por que só agora eu comecei a contagem dos dias? Acho que porque antes eu não acreditava que isso duraria muito. Isso de “fim”. Nem sei... Só sei que agora são altos e baixos. Eu acordo bem, fico mal, fico bem, fico muuuito mal, fico pior, melhoro, e fico assim, sem saber de nada.

Um pouco mais cedo eu mandei um e-mail pra um cara com quem eu ficava antes de conhecer esse último. Eu não troquei um pelo outro, mas fiz coisas das quais, agora, não acho nem um pouco justo. A melhor frase que já ouvi nos últimos tempos foi: “Ninguém vai entender o que você sente ou faz até que passe pela mesma situação”. Esta é a grande verdade. Precisei sofrer por alguém pra perceber o quanto eu posso ter feito outras pessoas sofrerem. Tudo são coisas que não há como voltar no tempo pra concertar mas, talvez, demonstrando o quanto eu me arrependi e aprendi com aquilo alguma diferença vai fazer, no final. Assim espero.

Não tenho ideia se me sentirei melhor ao acordar ou ao dormir amanhã, mas agora só faltam 27 dias e 28 noites, talvez o pior já esteja passando.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia 1 – Dying To Be Alive


Primeiro dia sem Facebook. Parece ridículo, mas é uma das coisas mais estranhas que já vivi. Quer dizer, parece que as pessoas só existem porque existe um perfil no Facebook. E realmente, parece que parte de mim deixou de existir agora que o excluí. Algumas pessoas, provavelmente, nem vão notar que eu o deletei; algumas ainda vão levar um tempo pra perceber, já outras vieram, prontamente, perguntar-me o que houve.

Parece que estou sufocando aos poucos por saber que está ficando tudo pra trás. O mais estranho é que, na verdade, tudo continua no mesmo lugar. O que mudou foram as coisas do coração. Sabe aquela sensação de quando estamos tendo um sonho bom e ao sermos interrompidos tentarmos dormir bem rápido e voltar a sonhar? Pois é. Meus sonhos foram todos arrancados de mim.
Eu nunca tive a sensação de que aquela era a pessoa certa e, agora que eu tive, tenho dúvidas em saber se ter conhecido ele foi algo bom na minha vida ou não. Eu sei que houve vários bons momentos - muito mais do que momentos ruins -, mas parece que agora nada pode superar essa dor. 

Não consigo pensar em outra coisa por mais de 5 minutos. A tarde será mais difícil porque terei que ser profissional, sorrir e tratar bem as pessoas no trabalho, como se nada estivesse acontecendo aqui dentro. Deveria existir atestado médico que abonasse a ausência de alguém cujo coração está estraçalhado.

Eu deveria estar fazendo um trabalho que preciso entregar amanhã, mas não consigo parar essa sensação horrível. Parece que tem algo preso na minha garganta. E eu preciso gritar! Ou preciso mesmo é chorar! Chorar consegue me deixar entorpecida por algum tempo. Mas até parece que eu, aquela tantas vezes chamada de “ogra” e “coração gelado”, vou aparecer com os olhos vermelhos e a cara inchada em frente às pessoas. Talvez nem por orgulho, como parece ser, mas por ter de suportar as pessoas perguntando “o que aconteceu?”. Isso só acabaria anda mais comigo.

Nunca fui muito boa em conversar com as pessoas sobre meus sentimentos. Nunca! E quando se trata de sentimentos ruins a coisa piora. Eu quase não converso com meus colegas de aula, mas dos quatro com quem converso sempre, três deles eu sei que se importam de verdade comigo. Foda-se se é porque eles querem me comer! Talvez seja. Mas eles cumprem bem o papel de ombro amigo. Eles cuidam de mim. E eu queria poder conversar com eles - na verdade eu PRECISO conversar com qualquer pessoa - mas não consigo nem dizer pra mim mesma “acabou”; muito menos consigo dizer a maldita e assustadora frase “eu não tenho mais namorado”.

E a noite...
Eu paro de respirar por alguns segundos só de lembrar a tortura que vem com ela. É difícil dormir. Quando durmo tenho pesadelos. Às vezes tenho bons sonhos (o que consegue ser ainda pior que os pesadelos).
Qualquer vento mais forte vai me derrubar, eu sei.
Se isso fosse um seriado, seria Once Upon A Time; e eu saberia que alguém teria arrancado meu coração e agora estaria brincando com ele, esmagando-o. Mas não é. Isso ainda é a vida. Sinto meu coração parando de bater, morrendo aqui dentro. Eu sinto! Mas amanhã eu, provavelmente, saberei que ainda não morri. O coração ainda estará batendo. Mais devagar, mais pesado; mas ainda estará batendo. E, talvez, essa seja a pior parte: sobreviver a todas essas sensações e revivê-las, dia após dia. Até quando?

Mas agora só faltam 28 dias e 29 noites...

Prelúdio de um grande (Des)amor


- Não, não começarei pelo começo, contrariando toda a lógica que deveria estar contida na vida. Irei começar de onde o sentimento mudou. Mudou pra eu sentir toda a dor e angústia das noites sem ele; e a esperança que nasce de poder um dia não mais sentir nada.
E agora dói. Já doeu antes, da mesma forma. Mas parece que vou morrer tamanha dor. Queria arrancar meu coração do peito.
Ele disse que arranjou alguém que faz ele se sentir bem. E por mais que eu queira odiá-lo, só espero que esse alguém não o faça se sentir como eu estou me sentindo.
Eu tentei, com todas as minhas forças, não desistir do amor. Eu tentei, desesperadamente, fazê-lo lutar junto a mim. Eu tentei, o máximo possível, não acreditar nos clichês que dizem  “nada é pra sempre”, “o tempo cura” ou qualquer outro que me fizesse não acreditar porque” a dor vai passar”. Eu tentei. A dor vai passar, sim, talvez, um dia. Enquanto isso ela vai me corroendo por dentro, como se eu tivesse engolido ácido.
Ele insiste em dizer que em um mês tudo isso terá passado e eu estarei com outra pessoa. E eu consigo começar a odiá-lo cada vez que me lembro dessas palavras por ele, tão seguramente, a mim proferidas. E por mais que eu saiba que a vida pode ser qualquer coisa menos coerente com nossos desejos, não consigo me imaginar com outra pessoa que não seja ele. Não consigo imaginar olhar em outros olhos antes de dizer “Eu te amo”; não consigo imaginar outro beijo que não o dele; não consigo imaginar outra língua em meu corpo... e outro abraço, que não aquele, parece não fazer sentido algum. Aliás, nada na minha volta parece mais fazer sentido. Não por mais de 10 minutos, no máximo. E a angústia é imensa porque sei que quem não aguentará um mês sem poder tocar outro corpo será ele. Eu tenho calafrios só de imaginar ele segurando outra mão que não seja a minha. Dói. E dói demais.
Eu não escondi de ninguém que a culpa de tudo isso é só minha. Por mais que lá no fundo eu o culpe por não lutar, por não me dar uma chance, por não poder me perdoar, por não me amar o suficiente. Ainda assim, é minha culpa termos chegado até aqui. Isso me mata ainda mais. Mas, hoje, prometi pra mim mesma, em silêncio, sem ninguém saber, que vou sobreviver por estes 30 dias! Sobreviverei com essa dor que grita e quase me arrebenta. Longe das redes sociais, das festas com todos os amigos em comum, do celular e de tudo mais que me impeça de viver. Talvez no final desses 30 dias, não esteja mais doendo. Talvez, mesmo eu duvidando, ele tenha razão e eu descubra outra forma de sentimento ao lado de outra pessoa. Talvez!?! 30 (longos) dias e noites. E quando eu retornar, espero que esse sentimento tenha se calado. Espero que a esperança no amor fique quietinha só deixando o tempo passar. 30 dias -  pra matar ou morrer! Que assim seja.