terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia 2 – The Day That Never Comes



Ontem à noite eu conversei com alguém por quem chorei há algum tempo atrás. Foi, também , alguém que me deu muitas alegrias – e muitas noites de bebedeira. E isso, provavelmente, faria qualquer um dizer: “Viu só? Tu ficaste bem uma vez, ficará de novo!” Talvez isso seja verdade. Aliás, com certeza ficarei bem. Sei que, por mais que às vezes fique difícil até de respirar, os dias vão passar e tudo irá se encaminharem ao seu devido lugar. O problema não é não saber disso - porque eu sei -, o problema é não querer que um sentimento tão intenso se apague no ar.

Ontem, quando conversei com esta pessoa, reascendi a chama de quem acredita que o amor pode superar tudo. Pode superar o tempo, as decepções, as mágoas, as incertezas... E nisso, voltei à estaca zero!? Sei lá... Não sei de mais nada. É como se houvessem duas pessoas vivendo dentro de mim, e elas simplesmente não conseguem chegar a um comum acordo; enquanto uma delas diz que eu não devo desistir tão fácil, que isso é só um teste pra ver o quanto esse sentimento aguenta, a outra grita: “CHEGA! É preciso saber a hora de dizer adeus!” E eu só queria poder saber qual será o resultado desta guerra que a cada dia me apresenta um vencedor.

 Eu já não sei se tomei a decisão certa, me afastando. E só passou um dia e uma noite... E as dúvidas estão me atacam feito um furacão. Tenho medo de que minha ausência dê liberdade pra ele querer se envolver em outros relacionamentos, assim me esquecendo. Ao mesmo tempo, essa pausa pode servir pra diminuir a mágoa/raiva que ele está sentindo de mim. E se ele sentir minha falta irá dar um jeito de vencer o orgulho e me procurar. Talvez seja o que eu mais quero. Talvez, talvez, talvez. Até quando?


***


Eu li uma coluna do blog do Casal Sem-vergonha que falava sobre finais de relacionamento. Dizia que esse momento é encarado da mesma forma que encaramos o luto. E passamos por 5 fases: Negação, raiva, depressão, aceitação e motivação. O texto faz questão de salientar que cada um encara essas fases de uma forma, não necessariamente nesta ordem e não no mesmo tempo. Eu consegui identificar meus sentimentos em todas essas fases. Será que isso é normal? Porque o que acontece comigo é que sinto tudo em questão de horas. Quer dizer, na maioria do tempo eu custo a acreditar que duas pessoas que se amam conseguem deixar tudo acabar sem tentar. Aí tenho raiva porque eu quero provar pra ele que posso ser tudo o que ele precisa; que aprendi com meus erros e tal... Só que não consigo odiá-lo nem por 1 minuto. É quando começo a ter raiva de mim, por ter estragado tudo. Aí eu deprimo pra caralho porque não sei o que fazer pra resgatar todos os nossos sentimentos bons. Nesse momento, em que me perco, começo a aceitar a ideia de não ter mais volta; de não ter mais chance de mostrar o quanto amo ele. Até me motivo a seguir em frente e deixar ele ser feliz. Aí é quando eu penso que se for amor verdadeiro vai ser mais forte que esse tempo e sei lá mais o que. Aí recomeça o ciclo... E assim eu tenho passado esses dias. Não só esses dois dias e duas noites, porque já estou nessa bad faz quase duas semanas. E agora eu me pergunto: Por que só agora eu comecei a contagem dos dias? Acho que porque antes eu não acreditava que isso duraria muito. Isso de “fim”. Nem sei... Só sei que agora são altos e baixos. Eu acordo bem, fico mal, fico bem, fico muuuito mal, fico pior, melhoro, e fico assim, sem saber de nada.

Um pouco mais cedo eu mandei um e-mail pra um cara com quem eu ficava antes de conhecer esse último. Eu não troquei um pelo outro, mas fiz coisas das quais, agora, não acho nem um pouco justo. A melhor frase que já ouvi nos últimos tempos foi: “Ninguém vai entender o que você sente ou faz até que passe pela mesma situação”. Esta é a grande verdade. Precisei sofrer por alguém pra perceber o quanto eu posso ter feito outras pessoas sofrerem. Tudo são coisas que não há como voltar no tempo pra concertar mas, talvez, demonstrando o quanto eu me arrependi e aprendi com aquilo alguma diferença vai fazer, no final. Assim espero.

Não tenho ideia se me sentirei melhor ao acordar ou ao dormir amanhã, mas agora só faltam 27 dias e 28 noites, talvez o pior já esteja passando.

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