segunda-feira, 1 de abril de 2013

Prelúdio de um grande (Des)amor


- Não, não começarei pelo começo, contrariando toda a lógica que deveria estar contida na vida. Irei começar de onde o sentimento mudou. Mudou pra eu sentir toda a dor e angústia das noites sem ele; e a esperança que nasce de poder um dia não mais sentir nada.
E agora dói. Já doeu antes, da mesma forma. Mas parece que vou morrer tamanha dor. Queria arrancar meu coração do peito.
Ele disse que arranjou alguém que faz ele se sentir bem. E por mais que eu queira odiá-lo, só espero que esse alguém não o faça se sentir como eu estou me sentindo.
Eu tentei, com todas as minhas forças, não desistir do amor. Eu tentei, desesperadamente, fazê-lo lutar junto a mim. Eu tentei, o máximo possível, não acreditar nos clichês que dizem  “nada é pra sempre”, “o tempo cura” ou qualquer outro que me fizesse não acreditar porque” a dor vai passar”. Eu tentei. A dor vai passar, sim, talvez, um dia. Enquanto isso ela vai me corroendo por dentro, como se eu tivesse engolido ácido.
Ele insiste em dizer que em um mês tudo isso terá passado e eu estarei com outra pessoa. E eu consigo começar a odiá-lo cada vez que me lembro dessas palavras por ele, tão seguramente, a mim proferidas. E por mais que eu saiba que a vida pode ser qualquer coisa menos coerente com nossos desejos, não consigo me imaginar com outra pessoa que não seja ele. Não consigo imaginar olhar em outros olhos antes de dizer “Eu te amo”; não consigo imaginar outro beijo que não o dele; não consigo imaginar outra língua em meu corpo... e outro abraço, que não aquele, parece não fazer sentido algum. Aliás, nada na minha volta parece mais fazer sentido. Não por mais de 10 minutos, no máximo. E a angústia é imensa porque sei que quem não aguentará um mês sem poder tocar outro corpo será ele. Eu tenho calafrios só de imaginar ele segurando outra mão que não seja a minha. Dói. E dói demais.
Eu não escondi de ninguém que a culpa de tudo isso é só minha. Por mais que lá no fundo eu o culpe por não lutar, por não me dar uma chance, por não poder me perdoar, por não me amar o suficiente. Ainda assim, é minha culpa termos chegado até aqui. Isso me mata ainda mais. Mas, hoje, prometi pra mim mesma, em silêncio, sem ninguém saber, que vou sobreviver por estes 30 dias! Sobreviverei com essa dor que grita e quase me arrebenta. Longe das redes sociais, das festas com todos os amigos em comum, do celular e de tudo mais que me impeça de viver. Talvez no final desses 30 dias, não esteja mais doendo. Talvez, mesmo eu duvidando, ele tenha razão e eu descubra outra forma de sentimento ao lado de outra pessoa. Talvez!?! 30 (longos) dias e noites. E quando eu retornar, espero que esse sentimento tenha se calado. Espero que a esperança no amor fique quietinha só deixando o tempo passar. 30 dias -  pra matar ou morrer! Que assim seja.

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